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Quem é violento no meio rural?
Autores corporativos:
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (canal)

Autores personales:
Tomaz Jr, Rogério (Autor/a)

   Descripción    Clasificación   
Lugar:
Brasil
Fecha:
17 de Junio de 2011
Entradilla:
Artículo en defensa del MST contando los últimos asesinatos, amenazas y acusaciones que han sufrido los campesinos del movimiento.
Introducción/Descripción:
Mais de 1600 assassinatos de lideranças ou militantes camponeses nos últimos 25 anos.

Em média, mais de um por semana.

E os sem terra é violento, fora da lei, radical.

Só nas últimas três semanas, seis mortes na Amazônia.

E os sem terra é violento, fora da lei, radical.

No último fim de semana, arrombamento da sede da CPT do Maranhão.

E o MST é violento, fora da lei, radical.

Duas semanas atrás, um líder quilombola, também no meu Maranhão querido, sofreu atentado a bala em sua casa.

E os sem terra é violento, fora da lei, radical.

Centenas de militantes e defensores de direitos humanos sofrem com ameaças de policiais, pistoleiros e da própria Justiça, como o advogado José Batista Gonçalves, condenado por fazer o seu trabalho de assessoria jurídica e tentar evitar conflitos que levassem pessoas à morte.

No 24 de maio passado, enquanto Sarney Filho anunciava com pesar o assassinato de José Cláudio, na tribuna da Câmara, os agroboys da Kátia Rebelo e do Aldo Abreu vaiavam nas galerias.

E os sem terra é violento, fora da lei, radical porque derruba pés de laranja.

Só no Pará, mais de 900 trabalhadores rurais ou apoiadores da luta campesina foram assassinados nos últimos 30 anos.

E os sem terra é violento, fora da lei, radical.

Em Pernambuco ou no Rio Grande do Sul, a Polícia Militar intimida (com bombas, sirenes e tiros), prende, espanca e tortura. Ou, simplesmente, executa. Como no Massacre do Eldorado dos Carajás.

E os sem terra é violento, fora da lei, radical.

Os movimentos propõem limite para latifúndios (existentes em muitos países mudernos) e atualização de índices de produtividade (defasados apenas em três décadas e meia) e o sabujo do Bóris Casoy lê editorial dizendo que a propriedade e o Estado de Direitos estão ameaçados no Brasil.

E os sem terra é violento, fora da lei, radical.

Tipo em Coqueiros, no Rio Grande do Sul, onde uma única fazenda ocupa 30% do município e gera 6 empregos, aí o MST ocupou várias vezes

E é violento, fora da lei, radical.

A PEC que expropria terras onde existir trabalho escravo mofa há mais de década no Congresso Nacional, mas o Código da Motosserra que envergonha o Brasil no exterior é aprovado com folga em dois anos.

E os sem terra é violento, fora da lei, radical.

Mais de cinco mil pessoas de entidades e movimentos sociais que não aceitam a lei do latifúndio vivem e dormem com um ou dois olhos abertos, atentos a um tiro certeiro como bala que já cheira sangue.

E os sem terra é violento, fora da lei, radical.

Sem falar na ultra-esquerda (que, muitas vezes, fala para o próprio umbigo e para as paredes) que acusa o MST de ser governista ou recuado demais.
URL:
http://www.mst.org.br/node/11993
Publicado en:
Gloobalhoy nº27
Secciones GloobalHoy:
031- Saludy-derechos
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